Registro de Maio

Imagem similar a uma janela do Windows XP, com borda azul, e botões de minimizar, maximizar e fechar. No centro está escrito REGISTRO DE MAIO.

Maio! Com ele finalmente chegou o frio e pude tirar meus cobertores do armário para ficar bem aconchegado na cama.

Estou seguindo “firme” no meu plano de me tornar tradutor. Entre aspas porque apesar dos cursos, leituras e treinos, sinto que ainda faço pouco e que deveria fazer mais. Descanso é transformado em relaxamento, diversão e socialização viram desperdício. Sei que posso fazer mais, mas também sei que é preciso descansar, deixar o conteúdo do dia se assentar na cabeça.

De certa forma, sou assim desde que entrei no mercado de trabalho. Algum senso de dever me obriga a fazer meu trabalho da melhor forma possível, entregar na data e não abandonar a galera que estavam lá fazendo hora extra. Não enxergo isso como se fosse algo ruim. Cumprir prazos é… bem, o mínimo que qualquer pessoa deveria fazer. Dar uma mão para colegas é ter empatia. Tentar atingir excelência em entregas se origina em gostar do que se faz.

Porém, essas qualidades são reforjadas como armas e apontadas na nossa cara. Se tornam cobranças ferrenhas vindo tanto de nós como dos outros, e de repente você só pode descansar se todos também estão descansando. Não quero discutir a origem disso, não tenho essa qualificação.

O que eu quero falar é sobre essa cobrança quando não tem ninguém olhando. Sim, eu tenho um prazo para começar a ganhar dinheiro, mas uma vozinha insistente na minha cabeça me diz que eu deveria ser mais rápido. Uma máquina incansável e imparável de estudo e escrita e tradução. Fazendo tudo com qualidade máxima.

Nessas horas, tento pensar que todos tem sua jornada. Mas e se minha jornada levar para um caminho precário? Fadado a desabar a não ser que eu me apresse antes do chão erodir.

Não tenho uma solução para esse problema, apenas estratégia. A atual é definir horários para começar e parar, assim controlo melhor a autocobrança. Se me sinto especialmente disposto, continuo por mais algum tempo, mas tento evitar. Não quero fazer com que meu “chefe interior” se acostume.

É difícil se adaptar agora que não tenho uma cobrança tão direta, mas vou indo como posso. Um pouco de cada vez.

Novidades da Escrita

Arco 3 do projeto Terra Fraturada foi concluído, e estou revisando ele. Sinto que fazer uma revisão de inconsistências a cada arco concluído me faz ter mais controle do processo e fico mais satisfeito com o andamento e resultado do livro.

Se tudo seguir conforme planejei, faltarão 2 arcos para encerrar. O que deve levar uns 2 a 3 meses, e então entramos na revisão do livro como um todo e todas as intermináveis edições até ficar minimamente agradável de se ler.

Novidades de Jogos, Leituras, e etc

Fortunato Poeira foi o destaque de Maio para mim. Que livro gostoso de se ler, e ao mesmo tempo finalizar ele deixa aquele desconforto de um luto. Sempre me surpreendo como a Anna Martino consegue fazer personagens tão vivos e com falas tão marcadas que eles parecem alguém que eu poderia encontrar virando a rua.

No início do mês, joguei Everhood. Eu tinha um pouco de medo por ser um jogo de ritmo e eu ser péssimo neles, mas no nível normal a dificuldade estava razoável. Gostei bastante do jogo, psicodélico do jeito que eu gosto, com umas músicas incríveis e personagens carismáticos. Os finais opcionais eu pulei porque esses sim eram difíceis.

Estou seriamente pensando em reler a Saga do Assassino. Já fazem mais de cinco anos que não leio, e queria ver como está minha percepção dos livros agora. Mas antes quero dar vazão nos nacionais que estão na minha lista há algum tempo e não terminei ou sequer comecei.

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