Relato de Abril

Imagem simulando a área de trabalho do Windows XP. Na parte de baixo, há um botão verde escrito iniciar com um ícone do lado esquerdo, mostrando uma janela nas cores laranja, verde, azul e amarelo. Ainda na parte de baixo, há uma barra azul e, no canto direito, está escrito "04/2026" para indicar o mês do registro.
Como papel de parede foi utilizado um recorte do papel de parede clássico do Windows XP, um campo verde com morros e um céu azulado com algumas nuvens brancas.
No topo tem uma janela simulando o notepad, nela está escrito "REGISTRO DE ABRIL".
Embaixo desta janela, estão dispostas outras 4 janelas, também no estilo do Windows XP, com as bordas azuis, e botões de minimizar, maximizar e fechar.

No parte superior esquerda, uma janela mostra a capa de "Yumi e o pintor de pesadelos". Uma capa com fundo azul escuro com pontos amarelos simulando um céu estrelado, uma meia lua estilizada no centro, e dois personagens, um homem e uma mulher, em volta dessa lua, um esticando o braço para tentar alcançar o outro. O homem está desenhado com traços azuis e pretos, com o que parecem ser nuvens magentas no fundo. A mulher está desenhado com traços magentas e pretos, com o que parecem ser nuvens azuis no fundo. Na topo direito da capa está escrito "Yumi e o pintor de pesadelos". Na parte de baixo está o nome do autor "Brandon Sanderson"

No parte superior direita, uma janela mostra a imagem promocional do anime "O verão que em Hikaru morreu", onde mostra no fundo um campo verde, e na frente, quase tapando tudo, dois personagens com uniformes escolares olhando para trás. O de cabelo branco, mais ao fundo, olha com uma espécie de meio sorriso. O de cabelo preto, mais a frente, mantém um olhar blasé. Na camisa do personagem de cabelo branco, está sobreposta a imagem do estudante de cabelo branco, porém ele está sorrindo, com um olho vermelho forte, e o outro lado do rosto oculto por uma substância estranha.

Na parte inferior esquerda, uma janela mostra a capa do livro "Carl, o explorador de masmorras". A capa tem um fundo preto com pontos rosados e, bem ao centro, a cor preta troca para o rosa de forma que parece uma boca se fechando. Entre as mandíbulas, há um homem correndo de jaqueta e cueca enquanto segura uma dinamite, logo atrás um gato o acompanha. Tomando quase toda a parte superior está o título "Carl, o explorador de masmorras" e tomando quase toda a parte de baixo está o nome do autor "Matt Dinniman".

Na parte inferior direita, uma janela mostra a capa do livro "Mãe, irmã, garota-mágica". A capa do conto mostra duas mulheres adultas vestidas como garotas mágicas lutando sobre a cidade. Uma delas, no primeiro plano, está se costas para o leitor e usa um vestido azul com as costas abertas e uma saia de tule branca fofinha. A outra, no canto oposto da imagem, usa um vestido preto com babados verdes e o cabelo preso em maria chiquinhas. Ao lado dela há uma enorme cobra mágica em cores neon. O nome da autora "Ana Dantas" ocupa o topo da capa.

Se alguém me segue no Bluesky e lê meus posts, sabe que venho fazendo um diário de escrita desde o início do ano. Como consegui manter ele por vários meses, resolvi dar mais um passo e montar um relato consolidado por aqui, além de trazer outros detalhes.

Sempre quis fazer isso, mas minha antiga profissão sugava qualquer vontade de me comprometer com qualquer outra tarefa. Só escrever consumia o restante da minha energia. Manter um blog, fazer divulgação, gravar vídeos para Instagram e Tiktok? Sem chance.

Sei que tem muitos autores que conseguem fazer isso e, sinceramente, um parabéns de verdade para eles, os considero meus super-heróis da vida real. Eu não conseguia. Era tempo demais gasto com algo que traria um retorno financeiro ínfimo em comparação com meu trabalho oficial, ainda que o retorno emocional pudesse ser, em um futuro que tudo desse certo, muito maior.

E bem, digamos que minha demissão no início do ano após um período conturbado no trabalho me jogou em uma crise das brabas. Eu poderia continuar na programação, mas minha vontade era nula. Ou eu poderia arriscar uma carreira no mercado literário. E por essa newsletter, acho que já sabem qual foi minha resposta.

E cá estou, escrevendo todo dia útil, estudando (inclusive, se tiverem recomendações de livros ou materiais sobre tradução literária, deixem nos comentários), pensando, me desesperando, compondo esse relato.

Antes que o clima fique mais pesado, vamos passar ao que importa.

Novidades da Escrita

Predadores 2 ficou de canto, é uma história pesada e delicada demais para eu lidar no momento. Então venho focando no projeto Terra Fraturada, um livro único, mais leve e mais amigável, mas comprido. Comecei no início do ano e pensei em cinco partes para ele. Estou agora no meio da terceira, mas a velocidade está boa o suficiente para eu acreditar que termino o rascunho até o final do ano. Está como prioridade número 1 pra mim.

Além disso, estou elaborando um conto para a gringa. Vai ser bom? Não sei, mas eu queria escrever alguém transformando a rotina em speed run e vou aproveitar o momento para isso.

Novidades de Jogos, Leituras, e etc

Li os dois primeiros livros de Carl, o explorador de masmorras. Fazia tempo que eu não pegava uma série tão divertida. Mesmo eu odiando esse estilo de LitRPG (atributos, menus e tudo mais), ele trabalha muito bem com isso. Os protagonistas são carismáticos, e acompanhá-los em cada andar é um misto de tensão e gargalhadas. Adorei a tradução da Letícia Werner, os nomes de chefões ficaram incríveis e imagino o trabalho danado que deu para adaptar algumas referências. Para comprar, clique aqui.

Também li Mãe, irmã, garota mágica para fazer um vídeo. Já tinha lido ele um tempo atrás, mas precisei conferir novamente alguns detalhes. Se quiser conferir o resultado, está aqui no Instagram. Para comprar, clique aqui.

Terminei minha leitura de Yumi e o pintor de pesadelos. Um livro bem mais íntimo do Brandon sobre o fazer da arte, expectativas que os outros têm de nós, expectativas que temos sobre nós mesmos, e o que fazer quando a realidade e expectativa se chocam de maneira destrutiva. Para comprar, clique aqui.

De games, finalizei Bioshock, o primeirão. Muito gostoso sair dando porrada e congelando os inimigos com chave de boca no meio de uma cidade submarina em colapso. A reviravolta do final foi bem inesperada.

Já na parte de animes, terminei de assistir O verão em que Hikaru morreu. Tenho certo preconceito com animes de horror, eles raramente me pegam. Este foi diferente. A mistura entre horror de cidade pequena, um romance que tem tudo para dar errado e crenças bizarras caiu como uma luva. Além disso, o monstro principal foi muito bem desenvolvido. No aguardo da segunda temporada.

Para finalizar, estou ansioso para ver no cinema o final de Circo Digital.