
Se alguém me segue no Bluesky e lê meus posts, sabe que venho fazendo um diário de escrita desde o início do ano. Como consegui manter ele por vários meses, resolvi dar mais um passo e montar um relato consolidado por aqui, além de trazer outros detalhes.
Sempre quis fazer isso, mas minha antiga profissão sugava qualquer vontade de me comprometer com qualquer outra tarefa. Só escrever consumia o restante da minha energia. Manter um blog, fazer divulgação, gravar vídeos para Instagram e Tiktok? Sem chance.
Sei que tem muitos autores que conseguem fazer isso e, sinceramente, um parabéns de verdade para eles, os considero meus super-heróis da vida real. Eu não conseguia. Era tempo demais gasto com algo que traria um retorno financeiro ínfimo em comparação com meu trabalho oficial, ainda que o retorno emocional pudesse ser, em um futuro que tudo desse certo, muito maior.
E bem, digamos que minha demissão no início do ano após um período conturbado no trabalho me jogou em uma crise das brabas. Eu poderia continuar na programação, mas minha vontade era nula. Ou eu poderia arriscar uma carreira no mercado literário. E por essa newsletter, acho que já sabem qual foi minha resposta.
E cá estou, escrevendo todo dia útil, estudando (inclusive, se tiverem recomendações de livros ou materiais sobre tradução literária, deixem nos comentários), pensando, me desesperando, compondo esse relato.
Antes que o clima fique mais pesado, vamos passar ao que importa.
Novidades da Escrita
Predadores 2 ficou de canto, é uma história pesada e delicada demais para eu lidar no momento. Então venho focando no projeto Terra Fraturada, um livro único, mais leve e mais amigável, mas comprido. Comecei no início do ano e pensei em cinco partes para ele. Estou agora no meio da terceira, mas a velocidade está boa o suficiente para eu acreditar que termino o rascunho até o final do ano. Está como prioridade número 1 pra mim.
Além disso, estou elaborando um conto para a gringa. Vai ser bom? Não sei, mas eu queria escrever alguém transformando a rotina em speed run e vou aproveitar o momento para isso.
Novidades de Jogos, Leituras, e etc
Li os dois primeiros livros de Carl, o explorador de masmorras. Fazia tempo que eu não pegava uma série tão divertida. Mesmo eu odiando esse estilo de LitRPG (atributos, menus e tudo mais), ele trabalha muito bem com isso. Os protagonistas são carismáticos, e acompanhá-los em cada andar é um misto de tensão e gargalhadas. Adorei a tradução da Letícia Werner, os nomes de chefões ficaram incríveis e imagino o trabalho danado que deu para adaptar algumas referências. Para comprar, clique aqui.
Também li Mãe, irmã, garota mágica para fazer um vídeo. Já tinha lido ele um tempo atrás, mas precisei conferir novamente alguns detalhes. Se quiser conferir o resultado, está aqui no Instagram. Para comprar, clique aqui.
Terminei minha leitura de Yumi e o pintor de pesadelos. Um livro bem mais íntimo do Brandon sobre o fazer da arte, expectativas que os outros têm de nós, expectativas que temos sobre nós mesmos, e o que fazer quando a realidade e expectativa se chocam de maneira destrutiva. Para comprar, clique aqui.
De games, finalizei Bioshock, o primeirão. Muito gostoso sair dando porrada e congelando os inimigos com chave de boca no meio de uma cidade submarina em colapso. A reviravolta do final foi bem inesperada.
Já na parte de animes, terminei de assistir O verão em que Hikaru morreu. Tenho certo preconceito com animes de horror, eles raramente me pegam. Este foi diferente. A mistura entre horror de cidade pequena, um romance que tem tudo para dar errado e crenças bizarras caiu como uma luva. Além disso, o monstro principal foi muito bem desenvolvido. No aguardo da segunda temporada.
Para finalizar, estou ansioso para ver no cinema o final de Circo Digital.