Alys – Elemento Alpha

Conheci o livro na Odisseia Fantástica de 2021, no painel “Aventura, dragões e masmorras: uma jornada por reinos de fantasia” (inclusive recomendo ver a live quem puder). Lembro que achei interessante a conversa entre os participantes, e quando fizeram o clássico jabá de seus livros, fui atrás deles. Se não me engano, Alys – Elemento Alpha estava de graça, ou com um preço irrisório e peguei junto com os outros anunciados na live. Inclusive toma aqui o link para comprar: https://www.amazon.com.br/dp/B088RKW4CN

Demorou um tempo para eu pegar o livro e ler, já que eu estava com outros itens na lista infinita de leitura, e quando cheguei nele, já nem lembrava da sinopse (eu li quando comprei, mas a memória de peixe não ajuda). Eu sabia que tinha algo de metal e magia, então abri o livro com isso em mente e comecei a leitura.

Ah! Antes de começar a falar do livro, já adianto que isso aqui não é uma resenha, é um comentário com spoilers. Então não leve a sério demais o que eu escrever aqui, mas se quiser contestar algum ponto, sinta-se a vontade.

O livro de cara apresenta uma linguagem simples, o que não é um problema, e logo de cara somos apresentados a nossa protagonista Alys, uma adolescente que é mantida em casa pelo seu pai, só podendo sair em exceções. Como toda pessoa nessa idade, contê-la é difícil e não demora muito para vermos as brigas dela com o pai.

A exposição inicial do mundo me deu a entender que a história se passa em um planeta terra alternativo, onde começaram surgir metais que se fundiam aos seres vivos. Então animais e plantas foram modificados, incluindo os humanos que passaram e ter dois corações (Seria esse o início dos timelords?) e com a tecnologia deu um salto impressionante.

Não demora muito para que Alys acabe saindo de casa (saída autorizada neste caso) com seu amigo Kyer. E nessa saída ela começa a despertar poderes e a interagir com o mundo mágico “oculto”. Coloco este oculto entre aspas porque a maioria dos humanos não tem ciência da magia, mas, pelo que entendi, ela sempre esteve por lá. Inclusive, bem mais para frente, é explicado que antes a magia era conhecida por todo mundo, e devido a desastres, passou a ficar oculta. Então temos aí um mundo que iniciou banhado em magia, uma galera fez merda, a magia “diminuiu” e então os humanos com o passar do tempo ficaram ignorante desta magia, mas algumas famílias mantiveram esse conhecimento.

Essa ocultação da magia é interessante, mas me causa um certo desconforto, porque eu não consegui entender direito porque ela ficou escondida, sendo que um dia ela vai voltar e ficar aparente para todo mundo. De repente eu não peguei este detalhe no livro, ou talvez a autora explique nos próximos, mas não vi uma razão de manter a população ignorante da magia. Mas ok, é só um detalhe e não atrapalha a obra em quase nada.

Focando um pouco mais nesses detalhes de magia, agora indo para um lado mais estético. Minha visualização mental das descrições da autora são bem interessantes, um mundo em que o metal e o orgânico se misturam é bem atrativo, e dá um ar punk na coisa. Justamente por isso algumas habilidades que demonstram ao longo da narrativa tem um quê de magia com um quê de tecnologia.

Mudando de assunto e nos aproximando dos personagens, devo dizer que o diálogo é bem cativante e as interações entre personagens não deixam a desejar (a maioria delas). Toda cena casual é levada com bom humor e provocações, isso dá um tom bem leve ao livro (inclusive vi que o livro é classificado como Infantojuvenil no Skoob, o que faz todo o sentido).

As relações entre os personagens são bem construídas (com exceção do romance, mas toco nisso em breve). Kyer e Alys interagem demonstrando a amizade que cultivaram ao longo dos anos, e Evan consegue ser provocativo em praticamente cada frase que solta, tudo isso sem nos cansar durante a leitura.

Meu problema mesmo foi na hora do romance, que naturalmente tenho uma certa aversão. O primeiro relacionamento que se forma, Kyer com Tayla, começa aceitável, evoluiu rápido demais para o meu gosto, mas né, é a vida. Mas então acontece aquela cena durante o juramento à profecia, em que o Kyer discute com Tayla sobre ela ser meio bruxa ou coisa assim, e isso estragou o relacionamento dos dois ao meu ver. Ficou uma sensação de que o relacionamento se formou somente para passar ali uma mensagem de que não importa sangue ou raça. Não que um livro não deva passar essa mensagem, mas não teve o build-up necessário para ela ter o impacto que deveria. Eles só se conheciam há uma semana!

E também temos Alys e Evan, que não rola nada, mas qualquer um lendo o livro nota para onde a coisa está indo. Não que eu tenha algo contra esse relacionamento em específico, mas ficaria tão mais bonito se Evan tivesse entregado o coração dele (literalmente) para Alys por um motivo diferente, como uma lealdade com base na confiança e na missão que os dois possuem. E já que o Evan acaba em coma no final do livro, imagino que o segundo vai ser uma jornada para acordar ele, e que quando acordar a relação entre os dois vai aflorar.

Focando um pouco mais na história agora, a autora começa com o tropo do escolhido (o que não me agradou muito de cara), mas trabalha bem ele. Alys ainda tem os poderes diferenciados, mas precisa aprender a usar eles, e também há uma constante pressão para que ela cumpra a profecia. Porém, acho que o diferencial está no final da história, onde ela acaba falhando parcialmente. Seu pai acaba morto, Evan em coma, e o Helix leva consigo um pouco de magia (aquele negócio da esfera no final). Isso ajuda a dar uma quebrada naquela lógica de que o escolhido nunca falha (não muito, mas ajuda).

Os vilões, infelizmente, acabaram ficando meio caricatos. Os diálogos envolvendo eles sempre parecem que estou vendo um filme da Disney e no fim eles são malvados porque sim. Por sorte eles aparecem pouco, então só senti isso em partes específicas.

Se eu tivesse que definir mais um ponto negativo, seria a repetição de algumas coisas. Alys faz muitas perguntas, e eu, como leitor, sei disso porque leio todas as perguntas e os personagens reagem de forma crível a isso, então fica repetitivo quando ela, no parágrafo seguinte às perguntas, diz que faz muitas perguntas (eu sei que você faz muitas perguntas Alys, eu li todas as 27 na sua última fala). Ela também acaba se repetindo um pouco quanto as provocações de Evan, bastante até. Na verdade isso até me leva a crer que a personagem goste de se repetir, e se for este o caso, está (quase) tudo bem.

E é isso, no geral foi uma leitura que me agradou. Vou ler, eventualmente, os próximos livros. Só espero que eles mostrem Alys transformando o cajado em nunchaku e sentando o pau em alguém, porque se tem uma coisa que eu fiquei com vontade de ver, foi isso.

Semanário de Animes – Blue Period #3

Para variar um pouco, não vou ficar aqui comentando sobre o que tem no mangá e falta no anime. Vou focar só no que está na adaptação mesmo.

Neste episódio temos a entrada do Yaguchi no curso de artes, e com isso aparecem conflitos interessantes.

Vou começar pelo que eu mais gostei, que é a óbvia diferença de habilidades entre nosso protagonista e o Yotasuke, um colega do curso. Ele é introduzido como um gênio que é bom até para os padrões do curso. Isso coloca ele meio que numa posição de rival, mas não exatamente aquele rival clássico de anime, onde o protagonista e o rival declaram suas intenções de derrotar um ao outro. Se eu tivesse que definir melhor, Yotasuke apenas faz com que o Yaguchi note o quão atrás ele está em termos de habilidade artística.

Não só o Yotasuke, mas alguns outros colegas causam este mesmo efeito. O Hashida (cara das tranças), possui um conhecimento de “apreciação” de arte (que vou comentar em seguida), junto com uma capacidade de criar obras diferentes. A Kuwana possui algumas técnicas diferenciadas para dar destaque nas obras.

O curso tem essa função na história de mostrar mais do que os outros são capazes de fazer, até porque cada um veio de um lugar diferente, com professores diferentes. E isso desperta em nosso protagonista aquele senso de inferioridade, tão comum em todos que tentam melhorar em alguma área de atuação e acabam interagindo com pessoas na mesma jornada.

Junte isso com o que eu disse antes sobre “apreciação” da arte, e temos um episódio que abre as portas para os próximos passos do Yaguchi como protagonista. Como apreciar uma obra? Que obra é boa? Como fazer uma boa obra?

Neste episódio, quando eles vão ao museu, o Hashida faz uma leve comparação das obras de arte como comida. E acho que ele não poderia estar mais certo nessa analogia. Afinal, comida é algo tão pessoal, e os gostos variam tanto, que não existe um consenso do que é bom. Claro que sempre teremos os críticos que avaliarão a receita pelas mais diversas características de preparo e ingredientes, notando os mais sutis gostos em seus tão refinados paladares. Mas no fim, só sabe se é bom quem come.

O mesmo se aplica à arte. Sempre vai ter a academia elogiando algo e dizendo o quão importante é para a área, mas (e aqui é minha opinião), não é bem assim que funciona. Você só vai gostar do que gostar, e então vai procurar justificativas por ter gostado. O mesmo se aplica para o que não gostar.

Por isso a parte do museu tem uma importância grande na história. Ao comparar arte com comida, Hashida torna mais fácil para o Yaguchi entender o que gosta. E, claro que ele ainda não sabe exatamente o que gosta, mas está no caminho de descobrir isto, já que ele começa a experimentar coisas diferentes no final do episódio.

Me identifico bastante com esse momento do protagonista, porque eu não tenho nenhum background acadêmico e essas questões sobre o que é bom ou ruim me afetaram bastante quando comecei um curso de escrita criativa, e muito do material que tinha para ler eu não gostava. E a verdade é que está tudo bem em não gostar de algo. Isso não quer dizer que vou ignorar tudo que não gostar, mas sim que vale a pena largar aquele livro em que cada página lida é um sufoco. O que não podemos fazer, e é bom pontuar isso, é ficar para sempre em nossa zona de conforto. Às vezes precisamos sair e experimentar algo diferente, mesmo que no fim a conclusão seja que não gostamos, porque, de uma forma ou de outra, isto ampliará nossos horizontes.

Semanário de Escrita #2

Essa semana não foi muito legal não. Saio dela com um saldo de 2.973 palavras escritas (minha meta semanal são 5.000). Terça-feira eu não escrevi porque… bem, feriado né? Todo mundo precisa descansar. E como nesse feriado eu acabei mestrando uma sessão de RPG, acordei na quarta com as ideias dessa história na cabeça, então virar a chavinha foi difícil. Quinta-feira foi simplesmente uma vergonha, sofri durante uma hora e nem escrevi nada palpável, mas pelo menos serviu para planejar aí os próximos passos da história. Só na sexta-feira que tive algum progresso, ainda que meio penado.

Minhas ideias para a semana eram finalizar um capítulo de Pria e iniciar um capítulo novo de Hakan. De certa forma consegui isso, mas não fui muito longe com Hakan. O problema do meu método de escrita é que ele envolve planejar os eventos na história um dia antes e os detalhes desses eventos eu crio enquanto escrevo ali na hora mesmo. Um grande problema dessa semana foi uma cena de espionagem com Hakan, e eu não lembro de ver ou ler nada de espionagem nos últimos anos. Não precisa ser um gênio para saber que ficou meio meh.

Pelo menos coloquei as coisas no papel, junto a algumas anotações do que melhorar. E já estou buscando algumas referências de espionagem aqui para não apanhar do mesmo jeito em cenas similares.

Semanário de Animes – Blue Period #2

Semanário de Anime #2 – Blue Period

Blue Period

Mais uma vez aqui falando de Blue Period, desta vez com foco no episódio 2.

Durante todo esse episódio, perdura a questão de Yaguchi contar aos pais, mais especificadamente para a mãe, que quer entrar em uma faculdade de artes.

E eu vi todo o episódio, mas o ponto alto dele, onde o Yaguchi conversa com a mãe e pede permissão para ir na faculdade de artes, não me comoveu.

Talvez seja porque eu já sabia o que estava por vir, mas no To Your Eternity eu lembrava de tudo e ainda assim chorava igual bebê nos episódios tristes. Então lá fui eu de volta pro mangá tentar entender o que aconteceu.

E era justamente o que eu temia, tivemos alguns cortes (de novo) no anime. Eu realmente não queria ficar falando deles o tempo todo, então vou ser breve. Em uma passada rápida, encontrei uma cena (logo antes do Yaguchi na banheira) em que a mãe dele conversa com o pai sobre a escolha do filho de ir para uma faculdade de artes (ela já tinha descoberto dando uma xeretada antes). É um trecho curto, mas reforça um pouco da relação de família e o trecho final diz que deveriam apoiar o filho não importa o que ele escolhesse.

Também tem o fato de que essa cena da conversa entre mãe e filho acontece um pouco mais tarde no mangá, depois inclusive que o Yaguchi entrou no curso. Então ele segurou essa informação por mais tempo, ficou inclusive pagando o curso do próprio bolso. Acredito que este fato acabou criando uma desconfiança na relação entre os dois.

Por isso eu acho que esse episódio acabou “falhando”, faltou um peso por trás de tudo que aconteceu, foi rápido demais. Inclusive a frase dela enquanto chora “Obrigada por confiar em mim”, representaria bem o problema da relação entre os dois. Não que tenha ficado horrível no anime, mas acho que poderia ter um pouco mais de cuidado no timing dos eventos.

Eu vou continuar vendo, mas acho que sei o resultado que o anime vai ter em mim, e estou temeroso por isso.

Semanário de Escrita #1

Esse semanário de escrita vai ser mais uma forma de eu vir aqui prestar contas e tentar resumir um pouco o que escrevi no período. De repente até me ajuda a escrever mais, sei lá.

Enfim, essa foi uma semana produtiva até. Saí dela com um saldo de 4.168 palavras escritas e só não foi mais porque fui obrigado a madrugar por conta de uns problemas do meu “trabalho oficial”.

Como eu mencionei em uma postagem anterior de atualizações sobre o blog, estou escrevendo uma alta fantasia com uma sociedade militarizada. Atualmente a história está acompanhando de perto dois personagens, Hakan e Pria, enquanto eles adentram o exército como recrutas. E o foco dessa semana foi Pria, com um foco secundário em uma colega de esquadrão.

Aproveitei que esta colega de esquadrão, possui uma grande ambição dentro do exército e joguei algumas informações sobre as divisões do mesmo no texto. Em resumo, o exército como um todo se divide em:

  • Infantaria: O grosso do exército, praticamente onde todos os outros recrutas são alocados após completarem o treinamento.
  • Hospitaleiros: Galerinha que cuida dos feridos. Estou com muita vontade de mudar esse nome, mas como não me aprofundei muito no funcionamento desta divisão, vou deixar assim.
  • Concebedores: Fiquei relutante em colocar essa divisão na história, mas ela é essencial. Seria basicamente um setor cujo único propósito é se reproduzir, e nele são alocados aqueles com boa genética, mas que não tiveram bom desempenho no treino. Vou ter que cuidar muito quando escrever sobre ele, porque a última coisa que quero é que entendam-no como uma fetichização.
  • Invictos: A elite da elite. Basicamente aqueles que você manda para resolver qualquer parada mais cabulosa e os caras vão lá, resolvem tudo e voltam para casa como se fosse um dia normal. Ninguém sabe ao certo como funciona a alocação nos invictos e vou deixar de mistério por enquanto.

E por enquanto é isso. Junto com essa miríade de coisas que eu vou pensando, também vou anotando um monte de assuntos para pesquisar. Até agora eu tenho… bem, muita coisa para estudar, principalmente em relação a exércitos, tanto modernos quanto antigos, além de hierarquias. É foda porque sou aquela pessoa que caga para qualquer filme de guerra e os únicos postos que conheço são o de capitão, soldado, cabo e general. O resto pra mim é tudo igual.

Tirando essa ladainha de exército, também estou tentando aprofundar a relação de Pria com os demais membros do esquadrão. É difícil, principalmente que ela é uma personagem tímida, e os sedaras normalmente são uns malucão que só pensam em glória e morte. Porém acho que estou fazendo um bom trabalho, obviamente não vou conseguir aprofundar a relação com os 7 membros, mas trabalharei nos mais importantes.

Por essa semana é isso. Não é para levar nada do que estou colocando aqui como coisas fixas na história, até porque eu vou revisar tudo depois.

Semanário de Animes #1 – Blue Period

Para me ajudar a analisar o que estou vendo no momento, e também para comentar sobre o que gostei de assistir, vou criar o semanário de animes. Um espaço para que comentar sobre o que andei assistindo. Vou começar lentinho, só vou comentar sobre Blue Period no semanário, por enquanto.

Blue Period

Eu conhecia o mangá antes de saber que ia sair o anime, e justamente por isso Blue Period era o anime que eu mais esperava nessa temporada. Eu gosto da forma que o autor trata questões de confiança, temática e apreciação da arte, além de relacionar isso com os problemas pessoais de cada um.

O primeiro episódio nos introduz ao protagonista Yaguchi Yatora, um rapaz no ensino médio que os demais consideram inteligente e sociável, mas ele mesmo considera os amigos e notas como um grind de RPG, basta ficar horas e horas se dedicando nisso que vai ficar bom. Eu pessoalmente gosto do Yaguchi porque no início ele faz as coisas sem paixão. É aquele sentimento de “vou fazer isso aqui porque é o que esperam de mim”. Ele dá muito valor à forma que os outros veem ele. Eu mesmo considero a amizade do grupinho de bebedeira dele muito superficial no início.

E isso é bom, tem muito espaço para crescer aí. O próprio Yaguchi sabe que a forma como ele vive ali não é boa, inclusive em um momento se pergunta porque tudo é tão sem sentido.

As coisas começam a mudar quando ele esquece um maço de cigarros na sala de artes e volta depois das aulas para buscá-lo. Nesse momento ele se depara com um quadro grandão de uma das alunas.

Uma coisa que gosto no mangá são as obras, todas muito bonitas quando devem ser.

Mas enfim, ele encontra o Ryuji Ayukawa (vou chamar de ele por enquanto, já que é a forma que o Yaguchi o trata), e ali eles discutem um pouco, inclusive a professora interrompe e conversa com ele um pouco sobre arte e faculdades de arte.

Quantos não fazem isso sem saber?

Depois dessa conversa já dá para ver que o Yaguchi começa a encarar as coisas de uma forma diferente, inclusive na próxima saída com os amigos tenta comentar algo sobre o cenário, mas por um comentário do cara ele fica envergonhado.

Em seguida ele encontra a Mori (a pintora do quadro grandão) carregando materiais para a sala de arte e dá uma ajuda para ela. Acho interessante a conversa que os dois têm, pois ele comenta sobre ela ser talentosa, no que a Mori respondi dizendo que ela apenas passa mais tempo pensando sobre arte do que a maioria das pessoas. E isso eu adorei, principalmente porque odeio o conceito de talento. Até acredito que existe uma predisposição a algumas coisas (alguém ter um senso de cores mais aguçado ou um corpo que ganha músculos mais facilmente por exemplo), mas essa disposição não é melhor que passar horas e horas refletindo e aprimorando suas habilidades.

Na próxima aula de artes, o Yaguchi começa a pintar o exercício que a professora pediu, e começa a fazer isso de forma dedicada mesmo. Inclusive vou ressaltar alguns pensamentos dele aqui:

“Como posso recriar aquele clima preguiçoso?”

“Expressar que gosto de alguma coisa é assustador”

“Por que não pintei isso antes?”

Grande parte do charme do anime são esses momentos, e não porque eu gosto de escrever e entro aí na categoria de “arte”, mas acho que qualquer pessoa que faz algo que realmente gosta pensa sobre essas coisas. Como tirar algo da minha cabeça e transpor para a realidade? Vão me julgar por estar aqui abrindo meu coração? Por que eu não sou tão bom?

Depois de terminar e expor as pinturas, os amigos do Yaguchi começam a tentar adivinhar o que ele fez. O próprio Yaguchi, com vergonha de admitir, fica quieto e não comenta muito. Isso até que um deles acerta o que ele quis representar (Shibuya pela manhã) e então nosso protagonista desaba em lágrimas. Achei um pouco exagerado, mas é bem gostoso ver algo que criamos ser apreciado, então aceito isso.

O resto do episódio é ele comentando que fez a pintura sem qualquer pretensão de ter uma carreira como artista e que vai continuar estudando para uma faculdade “normal”, mas é claro que ele não consegue parar e fica desenhando em casa e durante as aulas.

Aqui o anime comeu umas cenas do mangá que acho muito importante comentar. Um dos amigos do Yaguchi vê ele desenhando durante as aulas e comenta com os outros dois sobre isso. Um deles até fala que o Yaguchi não tinha nenhum hobby antes e eles se perguntam se é isso que ele quer da vida. Eu acho essa cena MUITO importante, porque muda a forma como eu vejo esses amigos. Antes era “aqueles caras com quem eu saio” e agora eles passam a realmente ser amigos, pessoas que se preocupam com o cara. Não sei porque tiraram, talvez por tempo mesmo, mas achei uma pena.

Alguns painéis da cena cortada

O episódio acaba com o Yaguchi falando com a professora sobre a faculdade e se alguém como ele conseguiria entrar.

Achei o anime um pouco apressado demais, acho que poderiam ir com um pouco mais de calma nas cenas e não pular aquela que comentei. Mesmo assim vou ver os demais e tentar comentar por aqui.

Atualização sobre o site

Okay, está na hora de tirar o pó do site e tentar botar movimento nele. É surpreendentemente difícil mantê-lo atualizado, principalmente porque o conceito inicial era ser um blog só de contos, mas não consigo manter uma produção de histórias tão grande assim (uma vez por mês para mim é bastante coisa), ainda mais agora que estou focado em histórias mais parrudas.

A primeira coisa que quero dizer é que finalizei uma novela recentemente. Não lembro se falei dela antes aqui, mas é uma no mesmo universo de “A Caverna”, mas desta vez apresentando uma raça diferente: os auás.

Eles são pássaros humanoides que vivem em cidades construídas junto a árvores gigantes. Resolvi utilizar como base alguns pássaros relativamente comuns aqui de onde eu moro (joão-de-barro, sabiá laranjeira, rolinha picuí, quero-quero) e alguns que não vi pessoalmente, porém achei que seria interessante para dar mais uma variedade (ararajuba e o príncipe).

A história terá um foco em um barreiro alcoólatra que ouve vozes e vive de emprego em emprego. Pensei em dar um foco mais interior do que exterior, já que a origem dos problemas do barreiro é a própria cabeça.

Se tudo der certo, talvez essa história saia numa revista em breve.

Agora sobre projetos maiores. Eu estava tocando um romance que era uma mistura de fantasia urbana e horror psicológico, mas depois de terminar a primeira parte do livro notei que não estou preparado para ele ainda, então engavetei o que tinha pronto e futuramente dou uma olhada. Foi uma decisão difícil, mas a história vinha se arrastando a meses e eu não ficava contente com o resultado que eu tinha ao final de uma sessão de escrita, e como para mim esse processo precisa ser divertido (nem que seja de vez em quando), cheguei a conclusão que deveria deixar ele de lado. Posso reaproveitar essas ideias em outro lugar ou continuar a história quando eu souber melhor como entrar nesse mundo do horror.

Entrando no lugar dela está uma de alta fantasia. Se passa no mesmo mundo da história dos auás e gararas, mas agora com o foco em outra raça (por enquanto estou chamando de sedara), uma guerreira e altamente nociva para o mundo.

Vai ser um pouco diferente do que fiz antes porque o foco da história estará espalhado em mais personagens, até o momento tenho 4 para quem pretendo dedicar capítulos e mais 8 ou 9 secundários.

Ela ainda está no início, tenho algumas ideias de final, mas vou deixar a parte do meio para bolar no momento de escrever mesmo (funciona melhor assim).

Vou tentar trazer detalhes do que andei escrevendo ao longo da semana aqui no blog. De repente me ajuda a continuar o livro até o fim e posso analisar o que escrevi já que me obrigo a colocar minhas ideias em local público.

Por fim, mas não menos importante, fiz algumas alterações no layout do site e criei uma página exclusiva de obras publicadas, então para quem está chegando agora e quiser ver o que publiquei “oficialmente” (coloco parênteses aqui porque tem os contos que eventualmente jogo aqui no site e eles não estão nessa página).

Jornada pela Magia – Pré-venda e Sinopse

Como prometido, segue a sinopse de Jornada pela Magia:

Na cidade decadente de Estrinia, onde reina a desordem e insegurança, artefatos mágicos são acessórios destinados apenas aos mais abastados. Usando sua inteligência, mão leve e seu fascínio por magia, Urin rouba estes itens dos ricos para dar a ele mesmo.

Sua rotina muda drasticamente ao conhecer Krestan, um sujeito portando um artefato tentadoramente poderoso. Após ajudá-lo a se esconder da guarda da cidade, o homem revela conhecimentos avançados em magia e uma missão: encontrar sua mestra. Assim, armado com sua confiável adaga e sua arrogância, Urin parte com Krestan em busca da tal mestra, além, é claro, de aprender e roubar o que puder no caminho.

O caminho até Tesna, a capital da magia, é apenas o começo de uma aventura maior ainda, com mistérios empilhados sobre a origem de Krestan e do grupo que o persegue, cuja influência vai além de qualquer cidade.

JORNADA PELA MAGIA é uma história de ação e aventura, acompanhando um personagem solitário enquanto ele é moldado por eventos que vão muito além do que um ladrão qualquer deveria presenciar.

Curtiu a sinopse? Então passa na Amazon e da uma olhada no livro, está com um descontinho bacana na pré-venda. O link para o livro é esse.

Jornada Pela Magia – Capa

Acho que não tem nada melhor para apresentar o livro do que a capa, então segura que lá vem!

Capa de Jornada pela Magia

Em Jornada Pela Magia, você vai acompanhar a história de Urin, um ladrão que abandonou sua gangue por ser um aficionado por artefatos mágicos. Planejando roubos na outrora gloriosa Estrinia, ele encontra um homem cujo artefato faz os olhos de Urin brilharem e, fazendo jus à sua profissão, entra em ação um arriscado plano para roubar o artefato. Este é apenas o começo de uma série de eventos que carregarão Urin no caminho da magia e seus perigos.

Se interessou? Então fica ligado que em breve colocarei a sinopse oficial junto com o anúncio da pré-venda e data de lançamento.

Gostou do estilo da capa? Talvez queira visitar o artista: https://linktr.ee/rodrigorizo

Jornada Pela Magia – Anúncio

Para quem me conhece, já sabe que venho trabalhando neste projeto há um tempo (alguns anos). Para quem não me conhece muito, cá estou eu para falar dele.

Como todo bom fã de fantasia, eu obviamente comecei a escrever por esse gênero. Foi um caminho complicado (quem diria que ver meia dúzia de aulas no YouTube não me faria um mestre escritor na hora, não é mesmo?), mas finalmente o projeto entra nas etapas finais.

Jornada pela Magia traz muitos elementos que sempre gostei em livros de fantasia: sistema de magia, poderes incríveis, antagonistas perigosos e uma história que nunca fica parada no mesmo lugar, sempre revelando algo novo ou levantando novos mistérios.

Vou revelar mais detalhes ao longo do tempo, então, se você se interessa por histórias de fantasia em outro mundo, fica ligado que vem coisa por aí!