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Apresentando Predadores: A Obsessão

Capa do livro "Predadores: A Obsessão". No centro da imagem, temos um prédio comercial inacabado e laranja. Enrodilhando-se nele há uma cobra gigante de escamas pretas, e com braços humanos saindo pelas laterais de seu corpo. Na cabeça da serpente há um único olho encarando o espectador. Como cenário temos diversos prédios na cor verde, dispostos de forma caótica, que se estendem até o horizonte. Ao fundo, o sol mostra o final da tarde. No topo da imagem está escrito "Predadores: A Obsessão", e na parte de baixo o nome do autor: Guilherme Lopes Lacerda

Sobre o livro

Acho que a melhor forma de começar a apresentação, é com a sinopse. Então vamos lá.

Fernando, um motoboy, perde a vida após ser baleado durante uma entrega suspeita. Bárbara encontra seu fim no asfalto após um acidente de alta velocidade na Freeway. A solidão é tudo que cerca Dominique em seus últimos suspiros na cama. Essas três pessoas, com nada em comum, recebem uma segunda chance e acabam indo parar em uma dimensão onde lógica e física são alteradas ao bel-prazer dos predadores, onde são salvos por Nicolas, um misterioso homem engravatado.

Utilizando habilidades recém-adquiridas, o grupo começa uma investigação para desvendar de onde surgiram os monstros, e também impedir que continuem abduzindo pessoas e as utilizando como alimento. Tudo isso enquanto continuam lidando com sua vida cotidiana, relacionamentos e trabalho.

Predadores me levou um bom tempo para finalizar, boa parte dele foi por conta da minha tentativa de aumentar meu ritmo de escrita. Com isso, os primeiros rascunhos ficaram terríveis, e meu trabalho de reescrita foi dobrado. Porém, depois de muitas mudanças, estou feliz com o texto.

Sobre o lançamento dos capítulos: ocorrerá todo sábado pela manhã. Se houver mudança no dia/hora, avisarei com antecedência.

Se quiser acompanhar a história, pode ser inscrever na Newsletter ou no Wattpad

Wattpad: https://www.wattpad.com/user/guilopeslacerda

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Recomendação – Príncipe Partido

Capa do livro escrito por Arthur Malvavisco. Um corvo de asas abertas é um elemento central à ilustração, bem como uma espada de guarda-mão estilizado. Ao fundo, há uma floresta noturna, e, cercando os elementos centrais há objetos simbólicos: uma coroa partida, uma taça quebrada, flores cortadas, uma chave enferrujada e uma garrafa quebrada.

Detalhes:

  • Título: Príncipe Partido
  • Autor: Arthur Malvavisco
  • Editora: Corvus
  • Link para compra: https://a.co/d/hBUZgg8

Sinopse:

A aguardada sequência de Lebre da Madrugada!

Após escapar por pouco à Vigília, Andras e Aeselir estão feridos e isolados às vésperas de um desastre mágico. Estariam também desarmados, não fosse por um detalhe: com o Umbral que corre nas veias de Andras após seu Despertar, eles se tornaram Andarilho e Feiticeiro, capazes de moldar o poder das sombras a seu favor.

Isso, porém, não torna a vida mais fácil. Sentimentos complicados afloram entre eles: desejo e vergonha, amor e culpa por crimes cometidos na década passada. Ainda caçados pela Vigília e ameaçados pelo Eclipse, médico solariano e guerreiro iluriano precisarão forjar alianças para sobreviver. Assombrados por inimigos antigos, terão de enfrentar também os esquemas de um nobre iluriano peçonhento e reatar laços com familiares perdidos há muito tempo.

Com a aproximação do Eclipse e sob ameaça de guerra, segredos sobre uma doença que acometeu seus dois mundos serão revelados com o auxílio de uma menina-águia, e Andarilho e Príncipe-Feiticeiro terão de lutar por amor, para restaurar coisas quebradas e para descobrir seu lugar num mundo que os odeia.

Comentários:

Enquanto o primeiro livro possui foco em Andras, neste segundo vemos mais de Aeselir Hrád (ou Lyr para os íntimos). Sendo um livro de fantasia sombria, eu já esperava um passado difícil, mas o escritor conseguiu me surpreender com tanta desgraça e tortura. Entendemos porque Aeselir era tão temido e odiado, e o quão graves seus crimes eram. Gostei bastante que, mesmo mostrando o passado de Hrád, não houve um momento em que ele passou a ser amigável ou redimido, o peso de tudo que fez ainda o acompanhava e eu como pessoa ainda quero distância dele.

O livro, apesar de grande, não é arrastado, sempre tem algo se desenvolvendo, sejam os novos passos no ótimo romance entre Andras e Lyr, ou o avanço da trama e dos eventos. Ajuda que Arthur é um excelente escritor e soube montar cada parágrafo de forma a serem gostosos de ler. A história se conclui neste segundo livro e o final é muito satisfatório.

Ideal para quem gosta de um romance inusitado entre alguém inocente e amigável e alguém muito muito violento, com pintadas de magia e um mundo terrível de se viver.

Recomendação – Senhor Tempo Bom

Capa do livro "Senhor Tempo Bom" escrito por Anna Martino. A capa possui tonalidade rosa, próximo ao topo está o nome da autora. Centralizado na capa está o nome do livro. Na lateral esquerda, escrito na vertical, está o texto "Coleção Ziguezague 3ª onda" e logo abaixo indica a editora "Plutão".

Detalhes:

Sinopse:

Quanto tempo o tempo tem?

Galileu tem medo de chuva. Não chega a ser um problema tão grande assim, a não ser por um detalhe: ele é meteorologista — e está prestes a enfrentar a maior tempestade de sua vida, mas ainda nem sabe disso. Inaugurando a terceira onda da coleção ZIGUEZAGUE, Senhor Tempo Bom é uma história inédita de Anna Martino.

Comentários:

Senhor tempo bom é uma história curta com uma trama simples, mas nem por isso deve ser menosprezado. O poder deste livro está nos personagens, que com apenas dois capítulos já sabemos como agem e falam. E sobre falar, os diálogos são muito característicos, com cada um deles tendo maneirismos diferentes e regionalismos quando necessário. Inclusive me senti muito representado pelo Estevão, o porto-alegrense, apesar de que ele conjuga corretamente os “Tu”s e eu não.

Por ser um livro pequeno, prefiro não fazer muitos comentários sobre a história. Vou só dizer que é ficção científica e envolve viagem no tempo. Além disso o final me deixou bem emocionado, de uma maneira que eu não esperava.

Ideal para quem tem saudade de sua avozinha e deseja muito vê-la novamente, nem que para isso tenha que voltar 30 anos no tempo e cair bem na ditadura militar.

Recomendação – A vida e as mortes de Severino Olho de Dendê

Capa do livro "A vida e as mortes de Severino Olho de Dendê" escrito por Ian Fraser.

Sinopse:

Numa galáxia muito, muito distante, mais especificamente no planeta Cabula XI, onde os dias duram noventa e seis horas e o ano é 2577, vive um humano de nome Severino Olho de Dendê. No passado, um encontro com a morte lhe tirou quase tudo e levou parte de seu coração. Agora, ao lado do melhor amigo, Bonfim, um alienígena malandro e falastrão, ele trabalha como investigador particular e se entrega à boemia nas horas vagas.

Só que Severino não é um investigador comum: no lugar do olho esquerdo, ele tem o Olho de Dendê, um artefato tecnológico extremamente avançado que lhe permite ver os últimos momentos de uma pessoa logo antes de morrer.

Quando a história começa, Severino e Bonfim são chamados para investigar um assassinato suspeito que parece esconder motivações escusas da Federação Setentrional, organização poderosa que governa a galáxia, e dos Carcarás Carmesins, inspetores a serviço da instituição.

Deixemos a dupla de investigadores e viajemos para o planeta Batoidea, onde a capivara geneticamente modificada Antonieta Capitolina Macabéa, uma dedicada Carcará, encontra na cena de um crime, escrito com sangue, um nome que conhece muito bem.

Enquanto a vida desfia seu fio, Severino e seus amigos lutam, riem, amam, choram e acertam contas com o passado. Unindo com maestria ficção científica, referências à cultura pop e elementos da vivência nordestina, A vida e as mortes de Severino Olho de Dendê é uma ópera espacial com gostinho de vatapá que celebra o poder da amizade, do amor, da música e da literatura. A edição conta com ilustração de capa e projeto gráfico inspirados em clássicos da ficção científica e pela estética do Movimento Armorial, idealizado pelo escritor e dramaturgo Ariano Suassuna.

Comentários:

Se apresentando como uma ópera espacial que leva o Nordeste para as estrelas, o livro apresenta uma história que combina ficção científica, mistério, muito bom humor e detalhes da vida nordestina. Apesar de compararem com Guardiões da Galáxia ou Star Wars, acho que o livro tem uma proposta um tanto diferente, o que lhe concede um charme único.

O livro é repleto de referências brasileiras, principalmente músicas. Além disso, a abertura de cada capítulo dialoga com o leitor e a história, gerando mais aproximação e envolvimento.

Ideal para quem busca uma história de ficção científica onde os protagonistas devem ir contra a empresa mais poderosa da galáxia.

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Relatório de Escrita #3

Deixando de ser um semanário de escrita porque alguma força sobrenatural me impede de fazer postagens com regularidade, então virou relatório, bem mais chique e possui menos pressão.

Desde minha última postagem, escrevi mais ou menos umas 30 mil palavras para o novo romance. Não é o ideal, eu imaginava escrever essa quantidade aí em um mês e meio, mas passou o quê? Dois, três meses quase? Enfim, me deprimo um pouco com meu atraso, mas acho que posso botar um pouco a culpa nas festividades (um pouco, não toda).

De qualquer forma, finalizei a primeira parte do livro. Os personagens já estão em sua maioria ali e agora posso avançar mais nos acontecimentos. Sei que vai ter uma edição pesada nessa primeira parte, até porque eu estava descobrindo ainda algumas dinâmicas entre os personagens e entendendo onde eu deveria chegar, também sinto que ficou muito lenta (uma reclamação bem recorrente nas resenhas do Jornada pela Magia foi que o meio é lento, por isso estou preocupado com a lentidão).

Para a segunda parte eu já tenho alguns eventos planejados e pretendo evitar qualquer sensação de “ficar parado” na história, até porque é onde eu planejo apresentar mais do mundo e dos mistérios, em contrapartida com a primeira parte que foi mais focada nos personagens e a iniciação deles no exército.

Minha previsão é terminar a segunda parte em uns dois ou três meses, e se tudo der certo, o rascunho fica pronto até o final do ano. Então vem o sofrimento com as inúmeras revisões que farei.

Não sei se o semanário vai voltar a ser… semanal, não ainda. Escrevo ele nos finais de semana e minha cabeça não tem estado no melhor estado ultimamente, mas com o tempo isso se resolve.

Antes que eu me esqueça, joguem OPUS: Echo of Starsong. É um jogo de ficção científica com um foco pesado na história. Grande parte do gameplay é caminhar de um lado para o outro, mas sinceramente, achei melhor assim, pois me fez prestar mais atenção nos diálogos e textos. Final 10/10, caí no choro.

É isso, uma boa semana para todo mundo.

Alys – Elemento Alpha

Conheci o livro na Odisseia Fantástica de 2021, no painel “Aventura, dragões e masmorras: uma jornada por reinos de fantasia” (inclusive recomendo ver a live quem puder). Lembro que achei interessante a conversa entre os participantes, e quando fizeram o clássico jabá de seus livros, fui atrás deles. Se não me engano, Alys – Elemento Alpha estava de graça, ou com um preço irrisório e peguei junto com os outros anunciados na live. Inclusive toma aqui o link para comprar: https://www.amazon.com.br/dp/B088RKW4CN

Demorou um tempo para eu pegar o livro e ler, já que eu estava com outros itens na lista infinita de leitura, e quando cheguei nele, já nem lembrava da sinopse (eu li quando comprei, mas a memória de peixe não ajuda). Eu sabia que tinha algo de metal e magia, então abri o livro com isso em mente e comecei a leitura.

Ah! Antes de começar a falar do livro, já adianto que isso aqui não é uma resenha, é um comentário com spoilers. Então não leve a sério demais o que eu escrever aqui, mas se quiser contestar algum ponto, sinta-se a vontade.

O livro de cara apresenta uma linguagem simples, o que não é um problema, e logo de cara somos apresentados a nossa protagonista Alys, uma adolescente que é mantida em casa pelo seu pai, só podendo sair em exceções. Como toda pessoa nessa idade, contê-la é difícil e não demora muito para vermos as brigas dela com o pai.

A exposição inicial do mundo me deu a entender que a história se passa em um planeta terra alternativo, onde começaram surgir metais que se fundiam aos seres vivos. Então animais e plantas foram modificados, incluindo os humanos que passaram e ter dois corações (Seria esse o início dos timelords?) e com a tecnologia deu um salto impressionante.

Não demora muito para que Alys acabe saindo de casa (saída autorizada neste caso) com seu amigo Kyer. E nessa saída ela começa a despertar poderes e a interagir com o mundo mágico “oculto”. Coloco este oculto entre aspas porque a maioria dos humanos não tem ciência da magia, mas, pelo que entendi, ela sempre esteve por lá. Inclusive, bem mais para frente, é explicado que antes a magia era conhecida por todo mundo, e devido a desastres, passou a ficar oculta. Então temos aí um mundo que iniciou banhado em magia, uma galera fez merda, a magia “diminuiu” e então os humanos com o passar do tempo ficaram ignorante desta magia, mas algumas famílias mantiveram esse conhecimento.

Essa ocultação da magia é interessante, mas me causa um certo desconforto, porque eu não consegui entender direito porque ela ficou escondida, sendo que um dia ela vai voltar e ficar aparente para todo mundo. De repente eu não peguei este detalhe no livro, ou talvez a autora explique nos próximos, mas não vi uma razão de manter a população ignorante da magia. Mas ok, é só um detalhe e não atrapalha a obra em quase nada.

Focando um pouco mais nesses detalhes de magia, agora indo para um lado mais estético. Minha visualização mental das descrições da autora são bem interessantes, um mundo em que o metal e o orgânico se misturam é bem atrativo, e dá um ar punk na coisa. Justamente por isso algumas habilidades que demonstram ao longo da narrativa tem um quê de magia com um quê de tecnologia.

Mudando de assunto e nos aproximando dos personagens, devo dizer que o diálogo é bem cativante e as interações entre personagens não deixam a desejar (a maioria delas). Toda cena casual é levada com bom humor e provocações, isso dá um tom bem leve ao livro (inclusive vi que o livro é classificado como Infantojuvenil no Skoob, o que faz todo o sentido).

As relações entre os personagens são bem construídas (com exceção do romance, mas toco nisso em breve). Kyer e Alys interagem demonstrando a amizade que cultivaram ao longo dos anos, e Evan consegue ser provocativo em praticamente cada frase que solta, tudo isso sem nos cansar durante a leitura.

Meu problema mesmo foi na hora do romance, que naturalmente tenho uma certa aversão. O primeiro relacionamento que se forma, Kyer com Tayla, começa aceitável, evoluiu rápido demais para o meu gosto, mas né, é a vida. Mas então acontece aquela cena durante o juramento à profecia, em que o Kyer discute com Tayla sobre ela ser meio bruxa ou coisa assim, e isso estragou o relacionamento dos dois ao meu ver. Ficou uma sensação de que o relacionamento se formou somente para passar ali uma mensagem de que não importa sangue ou raça. Não que um livro não deva passar essa mensagem, mas não teve o build-up necessário para ela ter o impacto que deveria. Eles só se conheciam há uma semana!

E também temos Alys e Evan, que não rola nada, mas qualquer um lendo o livro nota para onde a coisa está indo. Não que eu tenha algo contra esse relacionamento em específico, mas ficaria tão mais bonito se Evan tivesse entregado o coração dele (literalmente) para Alys por um motivo diferente, como uma lealdade com base na confiança e na missão que os dois possuem. E já que o Evan acaba em coma no final do livro, imagino que o segundo vai ser uma jornada para acordar ele, e que quando acordar a relação entre os dois vai aflorar.

Focando um pouco mais na história agora, a autora começa com o tropo do escolhido (o que não me agradou muito de cara), mas trabalha bem ele. Alys ainda tem os poderes diferenciados, mas precisa aprender a usar eles, e também há uma constante pressão para que ela cumpra a profecia. Porém, acho que o diferencial está no final da história, onde ela acaba falhando parcialmente. Seu pai acaba morto, Evan em coma, e o Helix leva consigo um pouco de magia (aquele negócio da esfera no final). Isso ajuda a dar uma quebrada naquela lógica de que o escolhido nunca falha (não muito, mas ajuda).

Os vilões, infelizmente, acabaram ficando meio caricatos. Os diálogos envolvendo eles sempre parecem que estou vendo um filme da Disney e no fim eles são malvados porque sim. Por sorte eles aparecem pouco, então só senti isso em partes específicas.

Se eu tivesse que definir mais um ponto negativo, seria a repetição de algumas coisas. Alys faz muitas perguntas, e eu, como leitor, sei disso porque leio todas as perguntas e os personagens reagem de forma crível a isso, então fica repetitivo quando ela, no parágrafo seguinte às perguntas, diz que faz muitas perguntas (eu sei que você faz muitas perguntas Alys, eu li todas as 27 na sua última fala). Ela também acaba se repetindo um pouco quanto as provocações de Evan, bastante até. Na verdade isso até me leva a crer que a personagem goste de se repetir, e se for este o caso, está (quase) tudo bem.

E é isso, no geral foi uma leitura que me agradou. Vou ler, eventualmente, os próximos livros. Só espero que eles mostrem Alys transformando o cajado em nunchaku e sentando o pau em alguém, porque se tem uma coisa que eu fiquei com vontade de ver, foi isso.

Semanário de Animes – Blue Period #3

Para variar um pouco, não vou ficar aqui comentando sobre o que tem no mangá e falta no anime. Vou focar só no que está na adaptação mesmo.

Neste episódio temos a entrada do Yaguchi no curso de artes, e com isso aparecem conflitos interessantes.

Vou começar pelo que eu mais gostei, que é a óbvia diferença de habilidades entre nosso protagonista e o Yotasuke, um colega do curso. Ele é introduzido como um gênio que é bom até para os padrões do curso. Isso coloca ele meio que numa posição de rival, mas não exatamente aquele rival clássico de anime, onde o protagonista e o rival declaram suas intenções de derrotar um ao outro. Se eu tivesse que definir melhor, Yotasuke apenas faz com que o Yaguchi note o quão atrás ele está em termos de habilidade artística.

Não só o Yotasuke, mas alguns outros colegas causam este mesmo efeito. O Hashida (cara das tranças), possui um conhecimento de “apreciação” de arte (que vou comentar em seguida), junto com uma capacidade de criar obras diferentes. A Kuwana possui algumas técnicas diferenciadas para dar destaque nas obras.

O curso tem essa função na história de mostrar mais do que os outros são capazes de fazer, até porque cada um veio de um lugar diferente, com professores diferentes. E isso desperta em nosso protagonista aquele senso de inferioridade, tão comum em todos que tentam melhorar em alguma área de atuação e acabam interagindo com pessoas na mesma jornada.

Junte isso com o que eu disse antes sobre “apreciação” da arte, e temos um episódio que abre as portas para os próximos passos do Yaguchi como protagonista. Como apreciar uma obra? Que obra é boa? Como fazer uma boa obra?

Neste episódio, quando eles vão ao museu, o Hashida faz uma leve comparação das obras de arte como comida. E acho que ele não poderia estar mais certo nessa analogia. Afinal, comida é algo tão pessoal, e os gostos variam tanto, que não existe um consenso do que é bom. Claro que sempre teremos os críticos que avaliarão a receita pelas mais diversas características de preparo e ingredientes, notando os mais sutis gostos em seus tão refinados paladares. Mas no fim, só sabe se é bom quem come.

O mesmo se aplica à arte. Sempre vai ter a academia elogiando algo e dizendo o quão importante é para a área, mas (e aqui é minha opinião), não é bem assim que funciona. Você só vai gostar do que gostar, e então vai procurar justificativas por ter gostado. O mesmo se aplica para o que não gostar.

Por isso a parte do museu tem uma importância grande na história. Ao comparar arte com comida, Hashida torna mais fácil para o Yaguchi entender o que gosta. E, claro que ele ainda não sabe exatamente o que gosta, mas está no caminho de descobrir isto, já que ele começa a experimentar coisas diferentes no final do episódio.

Me identifico bastante com esse momento do protagonista, porque eu não tenho nenhum background acadêmico e essas questões sobre o que é bom ou ruim me afetaram bastante quando comecei um curso de escrita criativa, e muito do material que tinha para ler eu não gostava. E a verdade é que está tudo bem em não gostar de algo. Isso não quer dizer que vou ignorar tudo que não gostar, mas sim que vale a pena largar aquele livro em que cada página lida é um sufoco. O que não podemos fazer, e é bom pontuar isso, é ficar para sempre em nossa zona de conforto. Às vezes precisamos sair e experimentar algo diferente, mesmo que no fim a conclusão seja que não gostamos, porque, de uma forma ou de outra, isto ampliará nossos horizontes.

Semanário de Escrita #2

Essa semana não foi muito legal não. Saio dela com um saldo de 2.973 palavras escritas (minha meta semanal são 5.000). Terça-feira eu não escrevi porque… bem, feriado né? Todo mundo precisa descansar. E como nesse feriado eu acabei mestrando uma sessão de RPG, acordei na quarta com as ideias dessa história na cabeça, então virar a chavinha foi difícil. Quinta-feira foi simplesmente uma vergonha, sofri durante uma hora e nem escrevi nada palpável, mas pelo menos serviu para planejar aí os próximos passos da história. Só na sexta-feira que tive algum progresso, ainda que meio penado.

Minhas ideias para a semana eram finalizar um capítulo de Pria e iniciar um capítulo novo de Hakan. De certa forma consegui isso, mas não fui muito longe com Hakan. O problema do meu método de escrita é que ele envolve planejar os eventos na história um dia antes e os detalhes desses eventos eu crio enquanto escrevo ali na hora mesmo. Um grande problema dessa semana foi uma cena de espionagem com Hakan, e eu não lembro de ver ou ler nada de espionagem nos últimos anos. Não precisa ser um gênio para saber que ficou meio meh.

Pelo menos coloquei as coisas no papel, junto a algumas anotações do que melhorar. E já estou buscando algumas referências de espionagem aqui para não apanhar do mesmo jeito em cenas similares.

Semanário de Animes – Blue Period #2

Semanário de Anime #2 – Blue Period

Blue Period

Mais uma vez aqui falando de Blue Period, desta vez com foco no episódio 2.

Durante todo esse episódio, perdura a questão de Yaguchi contar aos pais, mais especificadamente para a mãe, que quer entrar em uma faculdade de artes.

E eu vi todo o episódio, mas o ponto alto dele, onde o Yaguchi conversa com a mãe e pede permissão para ir na faculdade de artes, não me comoveu.

Talvez seja porque eu já sabia o que estava por vir, mas no To Your Eternity eu lembrava de tudo e ainda assim chorava igual bebê nos episódios tristes. Então lá fui eu de volta pro mangá tentar entender o que aconteceu.

E era justamente o que eu temia, tivemos alguns cortes (de novo) no anime. Eu realmente não queria ficar falando deles o tempo todo, então vou ser breve. Em uma passada rápida, encontrei uma cena (logo antes do Yaguchi na banheira) em que a mãe dele conversa com o pai sobre a escolha do filho de ir para uma faculdade de artes (ela já tinha descoberto dando uma xeretada antes). É um trecho curto, mas reforça um pouco da relação de família e o trecho final diz que deveriam apoiar o filho não importa o que ele escolhesse.

Também tem o fato de que essa cena da conversa entre mãe e filho acontece um pouco mais tarde no mangá, depois inclusive que o Yaguchi entrou no curso. Então ele segurou essa informação por mais tempo, ficou inclusive pagando o curso do próprio bolso. Acredito que este fato acabou criando uma desconfiança na relação entre os dois.

Por isso eu acho que esse episódio acabou “falhando”, faltou um peso por trás de tudo que aconteceu, foi rápido demais. Inclusive a frase dela enquanto chora “Obrigada por confiar em mim”, representaria bem o problema da relação entre os dois. Não que tenha ficado horrível no anime, mas acho que poderia ter um pouco mais de cuidado no timing dos eventos.

Eu vou continuar vendo, mas acho que sei o resultado que o anime vai ter em mim, e estou temeroso por isso.

Semanário de Escrita #1

Esse semanário de escrita vai ser mais uma forma de eu vir aqui prestar contas e tentar resumir um pouco o que escrevi no período. De repente até me ajuda a escrever mais, sei lá.

Enfim, essa foi uma semana produtiva até. Saí dela com um saldo de 4.168 palavras escritas e só não foi mais porque fui obrigado a madrugar por conta de uns problemas do meu “trabalho oficial”.

Como eu mencionei em uma postagem anterior de atualizações sobre o blog, estou escrevendo uma alta fantasia com uma sociedade militarizada. Atualmente a história está acompanhando de perto dois personagens, Hakan e Pria, enquanto eles adentram o exército como recrutas. E o foco dessa semana foi Pria, com um foco secundário em uma colega de esquadrão.

Aproveitei que esta colega de esquadrão, possui uma grande ambição dentro do exército e joguei algumas informações sobre as divisões do mesmo no texto. Em resumo, o exército como um todo se divide em:

  • Infantaria: O grosso do exército, praticamente onde todos os outros recrutas são alocados após completarem o treinamento.
  • Hospitaleiros: Galerinha que cuida dos feridos. Estou com muita vontade de mudar esse nome, mas como não me aprofundei muito no funcionamento desta divisão, vou deixar assim.
  • Concebedores: Fiquei relutante em colocar essa divisão na história, mas ela é essencial. Seria basicamente um setor cujo único propósito é se reproduzir, e nele são alocados aqueles com boa genética, mas que não tiveram bom desempenho no treino. Vou ter que cuidar muito quando escrever sobre ele, porque a última coisa que quero é que entendam-no como uma fetichização.
  • Invictos: A elite da elite. Basicamente aqueles que você manda para resolver qualquer parada mais cabulosa e os caras vão lá, resolvem tudo e voltam para casa como se fosse um dia normal. Ninguém sabe ao certo como funciona a alocação nos invictos e vou deixar de mistério por enquanto.

E por enquanto é isso. Junto com essa miríade de coisas que eu vou pensando, também vou anotando um monte de assuntos para pesquisar. Até agora eu tenho… bem, muita coisa para estudar, principalmente em relação a exércitos, tanto modernos quanto antigos, além de hierarquias. É foda porque sou aquela pessoa que caga para qualquer filme de guerra e os únicos postos que conheço são o de capitão, soldado, cabo e general. O resto pra mim é tudo igual.

Tirando essa ladainha de exército, também estou tentando aprofundar a relação de Pria com os demais membros do esquadrão. É difícil, principalmente que ela é uma personagem tímida, e os sedaras normalmente são uns malucão que só pensam em glória e morte. Porém acho que estou fazendo um bom trabalho, obviamente não vou conseguir aprofundar a relação com os 7 membros, mas trabalharei nos mais importantes.

Por essa semana é isso. Não é para levar nada do que estou colocando aqui como coisas fixas na história, até porque eu vou revisar tudo depois.