Resenha – Filhos da Degradação

Filhos da Degradação se passa em Untherak, uma cidade onde praticamente todos os seus habitantes vivem uma vida de merda e devem louvar a deusa Una, caso contrário terão uma vida pior ainda. As poucas exceções são as figuras de poder, que fazem questão de usar sua posição para sair em vantagem em relação aos demais.

A história alterna entre poucos momentos no passado e a maioria no presente. A narrativa é muito boa e o livro, apesar de longo, não foi cansativo em momento algum. Sempre tinha algo acontecendo e movendo a história. Até mesmo o pequeno infodump que ocorre no começo possui uma serventia mais para frente (porém ainda acho que poderia não ter ele). O mundo possui um clima sombrio e pesado, e os personagens refletem bem esse clima com negativismo, antipatia e inimizade.

O mundo se resume à cidade de Untherak. Claro, existem coisas além, mas temos tão pouca informação que nem vale a pena citar. Com destaque nas raças, achei os anões e sinfos os mais desenvolvidos, acho que faltou um pouco de atenção aos kaorshs (humanos não precisam de atenção, todo mundo sabe como funciona). Também senti falta de uma explicação para o processo de recrutamento de Autoridades, me pergunto qual o método que usam para só deixar babacas no poder.

Os personagens são bons e diferentes entre si, mas faltou desenvolvimento e uma demonstração de como se aproximaram. Entendo que isso foi feito “fora de cena”, mas poderia ser narrado como se aproximaram e entenderam uns aos outros. Da forma que ficou parece que ficaram amigos de uma hora pra outra.

O final deixa um gancho enorme para o próximo livro que, para minha tristeza mais profunda, não foi lançado até o momento.

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